
sinto uma lágrima
que incomoda o canto do olho.
Que me ofusca a visão...
Que tenho de mim,
de ti, dos outros.
Sinto-me água que
evapora com a temperatura da dor.
Sinto-me vidro,
por onde olhas o mundo,
sem me ver,
e eu que permaneço
à tua frente sorrindo-te.
Tu apenas me usas
como o pedreiro usa a pedra,
muitas vezes para tapar buracos,
para fechar feridas..."
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