terça-feira, 30 de setembro de 2008

"Sinto uma lágrima"


"Quero ver o mundo...

sinto uma lágrima

que incomoda o canto do olho.

Que me ofusca a visão...

Que tenho de mim,

de ti, dos outros.

Sinto-me água que

evapora com a temperatura da dor.

Sinto-me vidro,

por onde olhas o mundo,

sem me ver,

e eu que permaneço

à tua frente sorrindo-te.

Tu apenas me usas

como o pedreiro usa a pedra,

muitas vezes para tapar buracos,

para fechar feridas..."

"Quem sou"


"Hoje sou onda...
Hoje sou mar...
Tudo em mim permanece
Incerto, como se
Em cada onda que morre
Ao beijar a areia,
Fosse um minuto esquecido.
Esqueço-me de quem sou...´
Às vezes sou mar,
Outras serei terra,
Todavia serei ar!
Ar que respiras
Sem dares importância
À minha existência.
Quererei ser sol...
O calor que aquece
os teus dias.
Por vezes incomodo,
Outrora sentirás a minha falta
Em cada manhã
Que te levantas.
Quem poderei ser...?
Sou quem ama
Na distância do sol até à terra,
Como na proximidade da onda
Que morre na areia..."